Na cátedra do mestre,
repousa a esperança no mudar.
Sapiência é fazer multiplicar o aprendido
é ver desabrochar no outro
a luz do conhecimento.
Saber requer humildade,
calar diante da exasperação,
contornando possíveis agruras.
É na reflexão do passado
e no semear presente
que o futuro poderá ser fecundo.
Se os frutos não vierem
e não houver a feitura das árvores,
sentir-se infinito pelo tentame,
será o contentamento.
Revelar-se um sonhador, externa utópico,
amor, compromisso e respeito,
são ingredientes que enobrecem almas,
tesouros a tempos adormecidos.
A quem doar a herança tão sonhada,
se é negado a grande mãe os frutos do sonhar?
Sonhos são vivências,
sendo seres humanos temos sonhos
e os sonhos têm a nossa dimensão,
então qual será a dimensão da ação?
Poderá o ser, não ter proporção da sua dimensão?
É na esperança do sonho acordado,
que o mestre e o aprendiz,
trocam por vezes os papéis das ações.
Aprendendo a conhecer,
nas alegrias e dores,
mais que meros conteúdos,
a essência de ser apenas humano.
Desbravando, recriando, redescobrindo,
herdeiros da Terra de Santa Cruz.
Mar ara obá! redescobrindo Marabá!
Cidade de dadivosas riquezas,
do ciclo do caucho, da castanha, do ferro e do ouro,
recanto das cheias do Itacaiúnas e Tocantins,
que lavam mágoas e escoam tristezas,
num frenesi de ídas e vindas,
de um povo que aprendeu a conviver com as fases.
Reiventar requer mudanças,
de rotas, de metas e métodos.
Traçando caminhos,
experimentamos o novo,
diminuindo a dicotomia do dizer com o fazer.
O namoro da teoria com a prática,
comunga com a práxis,
conspirando para as realizações
dos desejos de mudar.
Educar pode não transmutar,
mas, é imprescindível para transformar.
Na construção dos pilares
o prazer é matéria obrigatória
para conhecer, fazer, conviver e ser,
no jogo das palavras o saber.
O universo da escola
possui uma diversidade ,
de gestos, de falas e costumes,
que difere, amplia e une.
A proposta de informação,
transfigura-se em opção,
o conhecimento pode mudar fadados destinos,
dos filhos da índia com o branco.
Na teia das relações
e nas tramas dos papiros e navegantes
ruminam saberes,
que mudam de valia
aos desejos daqueles que o experienciam,
na apropriação do saber,
a renuncia a ser aceita é ao poder,
afim de semear a aurora do porvir.
Permeando no ambiente de aprendizagem
a construção de um novo recomeço.
Caminheiros,
traçando caminhos.
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